Fazendeiro nega ter trabalhadores em regime de escravidão

O agricultor José Fava, um dos sócios da fazenda Barra Mansa, negou nesta sexta-feira à noite a denúncia de que exista trabalho escravo em sua propriedade, no município goiano de Campo Alegre. Ele confirmou que fiscais do Ministério do Trabalho estiveram hoje na fazenda, que faz parte da empresa Facer Cereais, produtora de cafés especiais, mas garante que eles não encontraram irregularidade. "Todos os funcionários estão registrados e estamos cumprindo todas as determinações da legislação". A fazenda tinha nesta sexta-feira 44 trabalhadores temporários na colheita de café. Segundo Fava, a maioria mora na cidade e volta para casa diariamente. O fazendeiro disse que o problema encontrado pela fiscalização foi na moradia deles. "Eles realmente estavam morando em lugares muito ruins, mas nós nem sabíamos disso", disse Fava. Ele informou que nessa época recebe trabalhadores de vários lugares do País, que ficam na fazenda de 15 dias a 1 mês. "Não tínhamos a menor idéia de como parte deles estava morando. Alguns deles são moradores da cidade, com a família, mas outros vêm de outros Estados". Fava disse que foi orientado pelos fiscais Sérgio Carvalho e Marcelo Campos a transferir esses trabalhadores para o alojamento da fazenda. "Os fiscais disseram que se eles mudassem para a fazenda os trabalhadores poderiam continuar conosco". Para quem não quiser ficar, o fazendeiro prometeu pagar os direitos legais e as passagens de volta para a cidade de origem.

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