Fazendeiro é suspeito de ser o mandante do crime em Unaí

O delegado que investigou a morte dos fiscais do Trabalho em Unaí, Antonio Celso dos Santos, afirmou que o empresário Norberto Mânica, maior produtor rural de Unaí, figura como suspeito de ser o mandante do crime. Segundo o delegado, a execução de Nelson José da Silva, João Batista Soares Lages e Erastósteles de Almeida Gonçalves e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, custou R$ 45 mil e foram divididos entre Francisco Elder Pinheiro, Erinaldo de Vasconcelos Silva, Rogério Alan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda. Eles foram contratados pelo empresário Hugo Alves Pimenta e seu empregado José Alberto de Castro para executar os funcionários públicos, a mando de uma terceira pessoa, cujo nome a Polícia Federal não revela, já que a participação está em fase de investigação e não há nada por enquanto que prove a atuação da pessoa, que também seria um grande empresário de Unaí. Segundo Santos, o crime foi encomendado uma semana antes e inicialmente a vítima seria apenas o fiscal Nelson José da Silva, porque era muito rígido na fiscalização. Mas como no dia seguinte da execução o fiscal estava acompanhado de outras pessoas, os mandantes tiveram que quase dobrar o valor do pagamento aos matadores, que inicialmente receberiam 25 mil. Até agora os quatro pistoleiros confessaram o crime, e os dois mandantes se recusaram a prestar declarações à polícia. Para se chegar aos matadores, a Polícia Federal rastreou 187 mil registros telefônicos, chegando a um pequeno grupo de 2 mil usuários que falaram na região no período do crime. Entre eles, os matadores e os mandantes. Além disso, segundo o delegado, foram detectadas ligações entre Hugo e o empresário Norberto Mânica, motivo que o coloca como suspeito de ser o mandante.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.