Fazendeiro é denunciado por trabalho escravo no Pará

O fazendeiro e madeireiro Antonio Lucena Barros, o "Maranhense", de Redenção, no sul do Pará, vai responder a dois novos processos na Justiça Federal por trabalho escravo. Ele também já é processado por extração ilegal de mogno na reserva dos índios caiapós.Os sete procuradores federais de Pará, Tocantins e Brasília denunciaram Barros e outras 16 pessoas por exploração desumana de trabalhadores rurais nas fazendas São Roberto, em Santana do Araguaia, e Vale do Rio Fresco, em Cumaru do Norte, ambas no sul do Pará.Barros, que na avaliação dos procuradores comanda uma quadrilha que contrata e explora peões em condições degradantes de trabalho na região, foi preso no dia 27 de fevereiro passado pela Polícia Federal, em Redenção por ordem do juiz federal substituto da Justiça Federal de Marabá, Herculano Martins Nacif.Em Belém, o procurador da República Felício Pontes Júnior denunciou os pais de Barros à Justiça Federal de Santarém por exploração ilegal, transporte e armazenamento de 3.500 toras de mogno em Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, no sudoeste paraense. José da Silva Barros e Francisca Lucena Barros, os denunciados, ainda foram multados pelo Ibama em R$ 700 mil.

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