Fazendeiro acusa integrantes do MST de furto e depredação

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) estão sendo acusados de furto e depredação durante a ocupação da fazenda Cana Brava, na zona rural de Montes Claros, região norte de Minas. O proprietário do imóvel, o médico-veterinário Carlos Luís Franco Nunes, disse hoje que os sem-terra levaram diversos bens e objetos e danificaram a sede e o curral ao deixar a propriedade, na última quinta-feira. A fazenda foi invadida no último dia 9 por cerca de 160 famílias.Nunes registrou ontem boletim de ocorrência na Polícia Militar de Montes Claros afirmando que os invasores furtaram um tambor de cem litros de herbicida; uma bomba de irrigação; utensílios domésticos; uma balança de 200 quilos; várias ferramentas; cinco cabeças de gado; cerca de cem galinhas e dezenas de patos, além de danificarem a sede e o curral. Os sem-terra teriam também derrubado árvores em uma área de preservação permanente. O fazendeiro calcula um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil. ?Lá não ficou uma foice, um martelo. Esse pessoal não quer terra, eles querem é roubar?, disse Nunes, para quem existem vários ?marginais? infiltrados entre os sem-terra que atuam no norte de Minas. ?Vou entrar com uma ação contra a União e o Estado. Se isso não parar, o campo vai acabar?. Um dos coordenadores do MST em Minas, Crisitiano Meireles, que comandou a invasão na Cana Brava, negou as acusações. ?Isso ele terá de provar. Não temos interesse nos bens dele. Temos interesse é na terra?, afirmou. Ele disse que durante a ocupação, o proprietário foi autorizado a entrar na fazenda e retirar seus pertences. Nunes afirma que foram retiradas do local apenas as máquinas agrícolas. Segundo o fazendeiro, a propriedade possui 288 hectares, onde cria cerca de 400 cabeças de gado nelore para corte. O MST cobra uma vistoria no imóvel, alegando que ele possui cerca de mil hectares. ?A maior parte formada por terras devolutas?, acusa Meireles.

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