Fazenda invadida pelo MST move ação contra a União

A empresa Walor Sociedade Civil, proprietária da fazenda Coru Mirim, em Tremembé, no Vale do Paraíba, vai protocolar na Justiça, em Taubaté (SP), uma ação de indenização contra o governo federal. Entre fevereiro e abril deste ano a fazenda foi ocupada duas vezes por 215 famílias integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST). Por este motivo, os proprietários querem ser ressarcidos do prejuízo causado pelas invasões.Segundo o advogado da Walor, Ady Ciocci, os prejuízos "foram avaliados entre 600 mil e um milhão de reais". Ciocci informou que o valor da indenização será fixado pela Justiça. Ele relatou que durante a última invasão no final do mês passado, "em 48 horas foram abatidas 22 cabeças de gado". No período das duas ocupações a empresa registrou vinte boletins de ocorrência na delegacia de Tremembé contra o MST, sobre a matança de animais, o desaparecimento de madeira e a degradação do meio-ambiente. "Na desocupação, em 26 de abril, restos de animais foram lançados no lago da fazenda". A indenização será por danos materiais e morais. "Os proprietários da fazenda tiveram violados os direitos à propriedade, à vida privada, à honra e à imagem garantidos pela Constituição". Ciocci afirmou que a área nunca foi improdutiva contestando a justificativa da invasão dada pelo MST. Segundo ele, a Coru Mirim tem uma área de 763 hectares, onde há plantação de eucalipto, reserva ambiental e criação de gado e cavalos. Depois de deixar a Coru Mirim, há dez dias, os sem-terra invadiram a fazenda Nelson Rodrigues, em Tremembé, onde ficaram por três dias. Atualmente, as famílias estão acampadas em um terreno, cedido pelo ruralista Alexandre Rodrigues, proprietário da Nelson Rodrigues. Em contrato assinado as famílias prometem ficar no terreno, de 20 mil metros quadrados, por 150 dias.

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