'Faz parte das regras do jogo', afirma Dilma sobre investigação da Petrobrás nos EUA

'Faz parte das regras do jogo', afirma Dilma sobre investigação da Petrobrás nos EUA

Para a presidente, é natural que empresas com ações no país devem prestar contas e devem ser investigado

Pedro Venceslau, enviado especial, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 13h23

Doha - A presidente Dilma Rousseff mostrou naturalidade sobre as investigação criminal aberta por órgãos dos Estados Unidos sobre a Petrobrás, ao comentar o assunto nesta quarta-feira, 12, em entrevista concedida em Doha (Catar), onde fez escala antes de seguir viagem para a Austrália, onde participará da reunião de cúpula do G-20.

"Isso faz parte das regras do jogo", disse a presidente. A estatal é investigada por suspeita de corrupção por ter ações negociadas na Bolsa de Nova York. As companhias com papéis no mercado americano estão sujeitas ao Ato sobre Práticas de Corrupção Estrangeira (FCPA, na sigla em inglês). A legislação que tenta coibir o pagamento de propina de maneira indireta ou indireta a funcionários públicos para obtenção de vantagens em contratos.

Na visão da Dilma, empresas cotadas na bolsa de valores de Nova York devem prestar contas. "Além disso, os Estados Unidos têm que investigar se tem cidadão americano envolvido em irregularidades", completou a presidente, que deve embarcar ainda nesta quarta para Brisbane para a reunião de Cúpula do G-20.

O jornal Financial Times publicou matéria no último domingo, 9, segundo a qual o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a Petrobrás e que a Securities and Exchange Comission (SEC, órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais) realiza uma investigação civil. Consultado pela Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o Departamento de Justiça "não confirma nem nega" a investigação das denúncias em relação à companhia brasileira. Já a SEC não comenta o caso.

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