'Faxina' contribui para a alta da popularidade de Dilma

Assunto corrupção foi o mais citado pelos entrevistados

Andrea Jubé Vianna, de Agência Estado

30 de setembro de 2011 | 12h45

BRASÍLIA - A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira, 30, mostrou que a "faxina" contra a corrupção promovida pelo governo federal contribuiu para a alta de popularidade da presidente Dilma Rousseff, afirmou o gerente de Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca. "Dilma conseguiu capitanear para o governo as ações contra a corrupção", disse Fonseca, lembrando as demissões de ministros e funcionários públicos envolvidos nas denúncias de irregularidades e desvios de recursos na Esplanada.

O levantamento mostrou que o assunto "corrupção" foi o mais lembrado pelos entrevistados, quando perguntados - sem temas induzidos - quais eram as notícias de que mais se lembravam nas últimas semanas. Do total de entrevistados, 19% citaram as denúncias sobre corrupção nos ministérios e 13% mencionaram, espontaneamente, a "faxina" promovida por Dilma.

Fonseca lembrou que, na rodada anterior da pesquisa, realizada em julho, não havia essa associação, ou seja: os entrevistados citaram as denúncias de corrupção. Mas naquela rodada, não surgiu a identificação de que o governo reagia e tomava providências em relação às denúncias. O terceiro assunto mais lembrado, por 10% dos entrevistados, foram os investimentos para obras da Copa do Mundo, como reforma de estádios e privatização de aeroportos.

A pesquisa mostrou que a avaliação positiva do governo Dilma subiu de 48% pra 51%, em relação à rodada anterior, realizada em julho, e a avaliação pessoal dela subiu de 67% para 71%. O Ibope realizou 2.002 entrevistas em 141 municípios entre os dias 16 a 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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