Favre e chapa "puro sangue" foram erros da campanha de Marta

A consultora do Grupo Estado para análises eleitorais, Fátima Pacheco Jordão, afirmou hoje que a campanha da prefeita Marta Suplicy (PT), na corrida para a reeleição, teve muitos erros, tais como lançar uma chapa denominada "puro sangue", sem contemplar as alianças.Ela cita também outro que considera crucial: a participação do atual marido da prefeita, Luiz Favre, na linha de frente da coordenação da campanha. "Independentemente de ser marido dela, ele é parente. Qualquer parente no centro da campanha é um erro básico porque é uma pessoa muito ligada, é como médico que não pode receitar para sua própria família, por causa do envolvimento, é um elemento perturbador."Apesar disso, a consultora destaca que Marta não poderá ser culpada pela derrota na Capital. "Pelas declarações de algumas pessoas de seu partido (PT) senti que a tendência é a de responsabilizá-la pela derrota. Isso é um erro e não é verdade, a derrota dela é conjunta de todo o partido."A derrota do PT, principalmente na Capital e em Porto Alegre, é um recado claro da população de que a expectativa dos projetos sociais não se concretizou. Ela acredita que o PT deverá reavaliar sua maneira de governar. "Seus projetos (do PT) foram contestados pela população e isso requer uma revisão de projetos locais, projetos que há muitos anos existem e que provavelmente exigirão correções, principalmente na área social."Decisão estratégicaAo falar do afastamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso das eleições municipais, Fátima diz que ele ainda é apontado nas pesquisas como um dos responsáveis pelo modelo que gerou o desemprego no País. "Mas eu acho que o afastamento foi estratégico por causa do rescaldo da campanha de José Serra à presidência da República", disse, e complementou: "Certamente FHC não quis se colocar no centro de um embate que não diz respeito a ele, um embate local."Acesse o site AE Financeiro para ouvir a entrevista completa.

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