Favoritismo de Lula uniu governistas

A decisão de buscar um candidato único do PSDB, PMDB e PFL, tomada nesta terça-feira pelos governadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Roseana Sarney (PFL-MA) derivou de uma constatação comum: o favoritismo do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência da República.Na avaliação dos três governadores, a chance de Lula ganhar as eleições tornou-se concreta e, segundo eles, o petista nunca esteve tão próximo da vitória. "Não vamos jogar fora todas as conquistas feitas até agora pelo presidente Fernando Henrique Cardoso", afirmou Tasso Jereissati, deixando claro que, por isso, é preciso prevalecer o bom senso na base aliada."Não tem sentido que pessoas com as mesmas idéias e propostas entrem na disputa apenas para atender projetos pessoais", ressaltou o cearense. "Desunidos, não vamos chegar a lugar nenhum", completou Jarbas Vasconcelos, que ficou encarregado de discutir a proposta da candidatura comum com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP).Tanto o PFL como o PMDB já aprovaram em convenção a proposta de candidatura própria à sucessão presidencial. O principal problema no PMDB reside nos pré-candidatos lançados, como o governador Itamar Franco (MG) e o senador Pedro Simon (PMDB-RS)."Itamar não é problema do PMDB. É problema de todos os partidos", reagiu Jarbas, não escondendo sua aversão ao governador mineiro.Para iniciar a negociação com as direções partidárias com o objetivo de consolidar a candidatura única do PMDB, PSDB e PFL, os governadores do Ceará, Pernambuco e Maranhão decidiram também não disputar entre eles a sucessão presidencial.Isso não significa, porém, que venham a participar da mesma chapa caso seus nomes sejam objeto de consenso nos partidos. No entanto, a definição de nomes, caso a aliança seja reeditada em 2002, será em outra etapa."Não fixamos prazo, mas estabelecemos um pacto de consulta permanente entre nós", disse Roseana, a anfitriã do almoço. Nessa primeira conversa, os três governadores acertaram também que a cabeça da chapa não poderá ser domínio de nenhum partido e que o nome não poderá ser escolhido por um grupo restrito, mas fruto de uma ampla consulta nas legendas.

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