Fátima Pacheco Jordão

Socióloga e conselheira do Instituto Vladimir Herzog

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 00h14

As manifestações são uma forma de explicitar o descontentamento com o governo, não têm componente golpista. Essa movimentação pede mudanças e as respostas do governo apontam nessa direção. Está havendo uma mudança de postura efetiva do governo. Vejo tudo isso com otimismo. Eles estão com menos de 10% de aprovação, e isso é inédito. O País vai viver um momento muito rico. Como nunca tivemos um grau de liberdade, conscientização e educação tão altos, o Brasil tem chance de dar um salto. A opinião pública disse o que deseja, pacífica e contundentemente, tanto em junho de 2013, quando nas eleições, quanto ontem. Em qualquer país do mundo, isso é muito positivo. O pedido pelas Forças Armadas é marginal, e é natural que assim seja. Estamos vivendo uma gama que vai da extrema esquerda à extrema direita, e é positivo que se possa tolerar essa escala de diversidade.

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