Famílias temem separação se STF homologar Raposa

Na área da reserva em Roraima, agricultores são casados com índios e, neste caso, teriam de deixar região

Agência Brasil,

18 de agosto de 2008 | 15h40

Os não-índios casados com indígenas temem ter que desmembrar suas famílias, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida pela constitucionalidade da homologação contínua da terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O julgamento está previsto para o dia 27. No distrito de Surumu, município de Pacaraima (215 km de Boa Vista), grande parte da população indígena é casada com agricultores, como é o caso da macuxi Elielva dos Santos. Ela é mulher de um produtor rural de Tocantins há oito anos. "Se a gente está nessa luta, não é pelos produtores de arroz, é por nossa família", defendeu. O agricultor Adilson Gomes da Costa, casado há seis meses com uma indígena da etnia macuxi, teme ter que deixar a terra onde mora. "Acho isso tudo uma injustiça. Eles não têm o direito de separar a gente", desabafou. O coordenador do projeto da Raposa Serra do Sol do Conselho Indigenista de Roraima (CIR), Jacir José de Souza, afirma que casos como esses serão cuidadosamente avaliados. "Nós também defendemos as pessoas que fazem o papel de indígenas, que estão lutando, defendendo seus filhos", assegurou. O CIR é a favor da retirada dos produtores de arroz da Raposa Serra do Sol.

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