Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Familiares estão entre os principais financiadores de campanhas eleitorais de Maia e Rosso

O ex-prefeito do Rio César Maia doou para o filho cerca de R$ 285 mil na eleição passada; já sogro foi o maior doador do deputado do DF, com repasse de R$ 358,6 mil como pessoa física e de R$ 300 mil em nome de suas empresas

Isadora Peron, Julia Lindner e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Candidatos à presidência da Câmara. Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF) têm familiares entre os principais doadores de suas campanhas a deputado federal em 2014. 

Ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM) doou para a campanha do filho Rodrigo cerca de R$ 285 mil na eleição passada. O montante só foi menor do que a doação de R$ 550 mil realizada pelo banco BMG, do qual Maia foi funcionário e que esteve no centro do escândalo do mensalão. Ao todo, o atual presidente da Câmara arrecadou cerca de R$ 2,3 milhões.

Em 2014, César Maia fez 166 repasses à campanha do filho, de valores que variaram de R$ 13,50 a R$ 18.750,00. Nas eleições de 2010, o patriarca da família também contribuiu, mas precisou desembolsar bem menos para ajudar o filho: R$ 6.284,67 em uma campanha que custou cerca de R$ 1,9 milhões.

Sogro. Deputado de primeiro mandato, Rosso também recorreu às doações familiares para se eleger em 2014. O sogro do deputado, o empresário Roberto Curi, foi o maior doador de sua campanha, com um repasse de R$ 358,6 mil como pessoa física e outros R$ 300 mil em nome de suas empresas do setor automobilístico. Ao todo, a campanha de Rosso arrecadou cerca de R$ 1 milhão.

Em 2006, quando disputou uma vaga na Câmara pelo PMDB, mas não foi eleito, a maior parte da campanha também havia sido bancada pelo sogro, foram R$ 300 mil em doações como pessoa física e R$ 962 mil em nome das empresas. 

Outros candidatos. Já o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), que está no sexto mandato, foi financiado principalmente por empresas dos setores de telecomunicação, da indústria de bebidas, de mineração e do setor alimentício.

O deputado André Figueiredo (PDT-CE), por sua vez, acumula poucas doações de grandes empresas, sendo maior parte de suas campanhas bancadas por doações próprias e pequenos montantes de pessoas físicas. Em 2014, a maior doação recebida, no valor de R$ 300 mil, foi repassada pelo empresário Alexandre Grendene, próximo aos políticos Ciro e Cid Gomes, nomes fortes do PDT no Ceará. 

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