Familiares defendem afastamento de Sarney da presidência

Segundo fontes, Roseana Sarney teria se manifestado em defesa do afastamento do pai do comando do Senado

João Domingos, de O Estado de S.Paulo,

30 de junho de 2009 | 16h17

A decisão pelo afastamento do presidente do Senado, José Sarney, está se consolidando entre seus familiares. A família avalia que o afastamento deve ser considerado como um fato consumado pelo próprio Sarney. Segundo fontes, Roseana Sarney teria se manifestado em defesa do afastamento do pai do comando do Senado e isso seria o indicativo de que a decisão já foi tomada. O coro para que Sarney se afaste ganhou mais força após nova reportagem do Estado revelar que o neto do senador agenciava contratos de crédito consignado na Casa.

 

Veja também:

som Ouça o discurso de Simon pedindo afastamento de Sarney

especialESPECIAL MULTIMÍDIA: Entenda os atos secretos e confira as análises

lista Confira a lista dos 663 atos secretos do Senado

documento Leia a íntegra da defesa do presidente do Senado

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

lista O ESTADO DE S. PAULO: Neto de Sarney agencia crédito no Senado

 

Nesta terça-feira, 30, o peemedebista perdeu força após o DEM, que antes o apoiava, defender o seu licenciamento do cargo. Em sua decisão, o DEM considerou que o afastamento é para garantir à opinião pública, a isenção e a credibilidade do Senado. A decisão foi tomada em reunião da bancada no Senado, que teve a presença do presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). O líder do DEM, José Agripino (RN), defendeu o afastamento de Sarney até que as investigações sejam concluídas. "Se tem um presidente do Senado acusado e no exercício do cargo, pode passar à opinião pública que a investigação não merece fé", afirmou.

 

Agripino já havia antecipado sua decisão em sua página no Twitter. Segundo sua assessoria, é o próprio parlamentar que atualiza o seu microblog do celular.

 

Também nesta terça, o PSOL protocolou na Mesa do Senado representação contra Sarney e o ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), para que sejam apuradas as denúncias de irregularidades na Casa. "Entramos com representação contra dois presidentes do Senado, cujos atos secretos estão em suspeição relevante", afirmou a presidente do partido e ex-senadora, Heloísa Helena. Ela protocolou as representações, acompanhada do senador do PSOL, José Nery (PA), e dos três deputados do partido, Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS).

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.