Família de senador e empresário não se manifestam sobre transação

Na sexta-feira passada, o Estado enviou para a assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cinco perguntas a respeito dos dois apartamentos nos Jardins e também sobre a eventual relação do parlamentar com o empresário Rogério Frota. Até o fechamento da edição, porém, os assessores do senador não haviam respondido às questões. Ainda no primeiro contato, o assessor de imprensa do parlamentar, Francisco Mendonça, aconselhou o jornal a procurar o deputado Zequinha Sarney (PV-MA). "O Zequinha vai saber te dar essas respostas todas em cinco minutos", disse.Além de enviar as perguntas ao presidente do Senado, o Estado procurou o próprio deputado Zequinha. Ele, no entanto, não atendeu a nenhum dos telefonemas.A assessora de imprensa de Zequinha, Eliana Lucena, disse que tentaria contatá-lo. "O deputado realmente comprou esse apartamento, quando os filhos dele foram estudar em São Paulo", disse a assessora. Informada de que o apartamento não está no nome de Zequinha, mas sim da Aracati, ela se mostrou surpresa: "Não está no nome dele, não, é?"Minutos depois, ela retornou a ligação e disse que Zequinha não daria entrevista ao jornal. O deputado mandou que a assessora apenas reproduzisse uma frase dele: "Olha no meu Imposto de Renda."O Estado também procurou o filho de Zequinha, José Adriano Cordeiro Sarney, que fez o primeiro contato da negociação de um dos apartamentos e morou no local. Ele não quis dar declarações. "Não tenho nada a dizer sobre isso. Boa noite", afirmou José Adriano, sócio da Sarcris Consultoria. Em seguida, o neto desligou o telefone. Por várias vezes, o Estado procurou o empresário Rogério Frota. Em uma delas, na sede da Holdenn, a secretária informou que o empresário não estava. O repórter deixou os contatos, mas Frota nunca retornou.Em outras tentativas, por telefone, funcionários disseram que ele estava fora de Brasília.Procurada na sexta-feira, Maria Rosane, a irmã e sócia de Rogério que fechou a compra dos apartamentos, atendeu o celular e, à primeira pergunta, disse que a ligação estava falhando e desligou o telefone. O aparelho seguiu desligado pelo resto do dia.

Rodrigo Rangel, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

15 de agosto de 2009 | 00h00

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