Família de Campos está muito abalada, diz prefeito do Recife

Geraldo Julio decretou luto de 8 dias na capital; presidente estadual do PSB diz que noite de parentes foi 'muito longa e inacreditável'

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 08h59

RECIFE - O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que tem atuado como porta-voz da família do ex-governador Eduardo Campos (PSB), deixou a residência às 2h e retornou às 6h desta quinta-feira, 14. "A família está muito abalada e este é um momento  de estar próximo", disse, ao reforçar não ser o momento ainda de discutir política. Julio destacou que Campos deixou um vazio político, mas que todos estão ainda muito impactados. Emocionado, com voz embargada, disse: "Ganhei um irmão e agora o perdi".

Técnico, Julio foi secretário no governo Campos e escolhido para ser candidato à prefeitura do Recife, nas últimas eleições. Ganhou no primeiro turno. Ele decretou luto oficial de oito dias na cidade.

'Muito longa e inacreditável'. Segundo o presidente do PSB pernambucano, Sileno Guedes, a primeira noite da família de Campos foi "muito longa e inacreditável". "É um momento muito duro para todos nós, especialmente para a família, que vive um momento que jamais esperavam", disse, em rápida entrevista nesta manhã, quando falou da perda do "amigo, líder e mestre". 

Guedes destacou qualidades do candidato, "pessoa muito viva que tinha disposição muito grande de fazer as coisas, se alegrava em realizar e em executar,  em ver uma obra pública funcionando bem, principalmente para os que mais necessitavam". 

Com grande número de jornalistas fazendo plantão em frente à casa do ex-governador e ex-candidato à Presidência da República, no bairro de Dois Irmãos, na zona norte da capital pernambucana, os profissionais foram orientados nesta manhã a não permanecerem na entrada da casa.

Foram colocadas grades delimitando o espaço da imprensa, mas ainda com acesso ao muro - com cobogós -, que permite espiar a movimentação no terraço e na piscina da casa, que neste início de manhã se encontravam vazios. 

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