Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Faltou 'imaginação' à gestão Kassab para atrair recursos, diz Haddad

Petista propôs construir prédios de uso misto em parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2012 | 19h43

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 17, que faltou "imaginação" ao atual prefeito, Gilberto Kassab, para aproveitar os recursos do programa federal Minha Casa, Minha Vida e reduzir o déficit habitacional da cidade.

Para superar o entrave do alto preço dos terrenos, que dificulta a aprovação de projetos de habitação popular do Minha Casa, Minha Vida na capital paulista, Haddad propôs a construção de prédios de uso misto, com subsolo, térreo e sobreloja destinados a atividades comerciais. Segundo ele, esse modelo reduziria o impacto do preço do terreno no custo das unidades habitacionais. Ele prometeu construir 55 mil moradias no período de quatro anos.

"Passamos anos sem que ninguém elaborasse formas mais engenhosas e inovadoras para utilizar esses recursos", afirmou, durante visita a um projeto habitacional em Cidade Ademar, na zona sul.

Ele desconhece outra cidade do País que tenha construído edifícios de uso misto com verbas do Minha Casa, Minha Vida, mas disse que os prédios seriam feitos em terrenos ociosos próximos a áreas de grande circulação, para aproveitar o potencial dos pavimentos comerciais.

Na ofensiva. É o segundo dia seguido de ataques do petista a seus adversários. Na quinta-feira, Haddad disse que falta "traquejo com as finanças públicas" ao candidato do PRB, Celso Russomanno, que chamou de "faraônico" o plano de obras apresentado pelo petista.

Mensalão. Haddad finalizava a visita quando foi surpreendido na calçada pela auxiliar de limpeza Almerinda Silva, 47 anos. "O que o senhor acha do mensalão?", ela perguntou, a respeito do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

"Hoje o Judiciário funciona bem. Quando você tem qualquer suspeita, de quem quer que seja, tem que ir até o fundo investigar", disse o petista, para logo entrar no carro preto que o aguardava e deixar o local.

A resposta não satisfez Almerinda: "Ele rodeou, rodeou e não falou. Fugiu do assunto".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.