Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Faltam 15 dias para São Paulo 'acordar de pesadelo', diz Haddad

Candidato do PT à Prefeitura da cidade criticou a gestão de José Serra e Gilberto Kassab

CIRCE BONATELLI, Agência Estado

13 de outubro de 2012 | 18h38

SÃO PAULO - No segundo evento de campanha do dia, o candidato do PT para a Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, participou de um comício no Jardim Macedônia, periferia da zona sul da cidade, onde defendeu seu plano de governo e elevou o tom contra seu adversário na eleição municipal, José Serra (PSDB). "Faltam 15 dias para São Paulo acordar do maior pesadelo da história dessa cidade, que foram os oito anos de Serra e (Gilberto) Kassab", afirmou o petista, referindo-se a proximidade do segundo turno.

Em seu discurso, Haddad disse que vai acabar com a cobrança do que chamou de "taxa do carro" - pagamento pela inspeção veicular criado na gestão anterior -, defendeu o Bilhete Único mensal e a criação de dois CEUs e três hospitais, além da ampliação da jornada escolar para o período integral. "São mudanças que já estavam em andamento nas gestões de Luiza Erundina e Marta Suplicy, mas que o Serra e o Kassab interromperam de propósito", afirmou.

Além de enfatizar a parceria de Serra com Kassab, que conta com baixos índices de aprovação, Haddad buscou associar seu nome ao da presidente Dilma Roussef, que vive situação oposta ao do prefeito paulistano. "Enquanto Kassab tem 80% de reprovação, Dilma tem 80% de aprovação. Tem alguma coisa errada", discursou, reforçando que pretende estreitar os vínculos com o governo federal para aprofundar na cidade programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Pronatec, de educação. "São Paulo não vai virar as costas para o Brasil", disse.

Antes do comício, Haddad visitou comerciantes da região, cumprimentou e tirou foto com eleitores e, depois, subiu no carro de som, onde foi recebido por lideranças locais e vereadores petistas recém eleitos. Cercado pela população, ouviu palavras de incentivo, cobranças por melhorias no bairro e gritos de pessoas perguntando pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho de sua campanha. Organizadores do evento informaram que Lula ainda está se recuperando do tratamento e não foi possível comparecer ao evento.

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