Falta definir índice de correção do IR, diz Virgílio

Depois de seu encontro com o presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Arthur Virgílio, disse hoje que o governo já demonstrou vontade política em relação à correção da tabela de alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), e que a questão agora é qual o índice de correção seria suportável diante das restrições orçamentárias. Segundo o ministro, é preciso que a forma de fazer a correção atenda à expectativa dos partidos da base governista que estão mais empenhados na correção da tabela - o PMDB e o PFL. Segundo Virgílio, a solução a ser encontrada precisa unificar a base governista para enfrentar os debates no Congresso no próximo ano. Ele citou como exemplo desses debates a regulamentação do artigo 192 da Constituição, que trata do sistema financeiro nacional e que, segundo o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, seria uma ótima notícia para os investidores. Segundo Virgílio, a base tem que estar unida para sinalizar ao mercado que o governo tem condições de manter a governabilidade, mesmo durante a campanha eleitoral. Ele advertiu, no entanto, que é preciso haver realismo no reajuste da tabela do IRPF, para que não seja necessário expor o presidente Fernando Henrique Cardoso a um veto.

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