Falta de verba pode tirar PF de força-tarefa do ES

A Polícia Federal deverá suspender, ainda esta semana, sua participação na força-tarefa formada para atuar no combate ao crime organizado no Espírito Santo. Desde que o grupo foi formado, no início do mês passado, nenhum recurso foi repassado para a PF, seus agentes e delegados estão sem diárias para hospedagem e alimentação. Desde o final do ano passado, a equipe econômica não repassou recursos para a instituição, que hoje está com dívidas calculadas em torno de R$ 50 milhões.O fim da participação da PF na força-tarefa iria ser comunicada hoje ao ministro da Justiça, Paulo Tarso Ribeiro, que já tentou, por sua vez, arrumar recursos para a continuação das operações. "A área econômica nos prometeu liberar o orçamentário, mas é a mesma coisa que ter um cheque mas sem dinheiro no banco", informou um delegado da PF. "O que precisamos é de dinheiro para pagar as diárias do pessoal, que hoje atua como voluntário, gastando do próprio bolso."Quase todas as operações programadas pelas superintendências regionais da PF estão suspensas por falta de recursos. Somente as que são imprescindíveis continuam em atividade. Segurança dos candidatosHoje, fontes da instituição confirmaram que os quatro principais candidatos à Presidência da República - José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PPS), Anthony Garotinho (PSB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - pediram segurança da PF, garantida por uma portaria do Ministério da Justiça. No entanto, o trabalho poderá ser interrompido antes do final do período eleitoral, também por falta de dinheiro."Temos equipes treinadas, já atuando em Brasília, mas o problema está no deslocamento do pessoal, que pode atrapalhar por falta de recursos", afirmou a fonte da PF, acrescentando que, caso haja liberação de verbas para pagamento de diárias e passagens, a força-tarefa da PF será mantida no Espírito Santo. O delegado não informou como está a atuação no Rio de Janeiro, onde a PF também faz parte do grupo que combate o crime organizado.O problema de falta de recursos na PF vem desde o ano passado, quando delegados e agentes que trabalhavam nas investigações das fraudes na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), chegaram a trabalhar seis meses sem diárias.

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