Falta de verba impede depoimentos do caso Sudam

O delegado da Polícia Federal do Tocantins, Deuselino Valadares, não pôde ouvir, em Curitiba, oito pessoas supostamente envolvidas com o desvio de recursos da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo a assessoria de imprensa da PF em Curitiba, na sexta-feira a superintendência foi avisada de que o delegado não viria mais, em razão de não haver verba para o pagamento da passagem aérea, nem para as diárias.Entre as pessoas que tinham recebido as intimações para comparecer à sede da PF em Curitiba estava o principal acionista da Usimar Componentes Automotivos, Teodoro Hübner Filho, que é dono da New Hübner Componentes Automotivos na capital paranaense. O empresário de Curitiba está sendo acusado de ter recebido R$ 44 milhões para construir uma fábrica de componentes automotivos no Maranhão, mas o projeto não foi implantado. A PF e o Ministério Público pretendem rastrear o dinheiro.Há suspeitas de que houve influência do empresário Jorge Murad, marido da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, na aprovação do projeto e na liberação dos recursos. A aprovação aconteceu em dezembro de 1999, em reunião presidida pela ex-governadora. Com o adiamento da audiência, as pessoas que seriam ouvidas precisarão receber nova intimação. A PF diz que somente fará isso quando tiver certeza de que o delegado do Tocantins poderá estar em Curitiba.

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