Falta de remédio prejudica controle da aids em Sorocaba

A falta de medicamentos que fazem parte do coquetel contra a aids prejudica o tratamento de pacientes portadores do vírus HIV em Sorocaba, cidade que desenvolve um programa considerado modelo de prevenção e controle da doença. O coquetel é fornecido gratuitamente pelo governo do Estado, através de convênio com o Ministério da Saúde. Um dos remédios que não estão nos estoques públicos é o Tenofobir. Um paciente que depende desse medicamento entrou com ação na Justiça e obteve liminar para que o governo restabeleça a oferta. "Tentei tomar outros medicamentos, mas não fizeram o mesmo efeito", disse o soropositivo, que pediu para não ser identificado.Apesar da vitória na Justiça, o paciente continua sem o remédio, pois nem o município, nem o Estado conseguiram o Tenofobir. O diretor regional da Secretaria de Saúde do Estado, Nelson Andreazza, explicou que houve problemas com a importação do remédio. Segundo ele, o laboratório que o fabrica teve falta de uma das matérias-primas. Andreazza afirmou que o problema já foi contornado mas, por questões burocráticas e por causa do tempo da viagem, o remédio ainda vai demorar entre 20 e 30 dias para chegar em Sorocaba. Outro medicamento que compõe o coquetel anti-aids, o Stocrin, também não é encontrado na rede municipal, nem em clínicas particulares que tratam a doença. Uma paciente, que toma o coquetel há quatro anos, está preocupada porque a expectativa de vida dos portadores do vírus está diretamente relacionada ao tratamento. O custo mensal é de R$ 3 mil, em média, por paciente. Em Sorocaba, a Secretaria Municipal de Saúde encerrou no sábado uma campanha de busca ativa dos casos de aids, oferecendo exames gratuitos à população. Um dos postos de coleta foi montado na Praça Fernando Prestes, a principal da cidade. Os resultados dos exames serão entregues esta semana.

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