Falta de luz surpreende Lula e Dilma no São Francisco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pernoitou, de ontem para hoje, no alojamento de um canteiro de obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, em um município do sertão pernambucano, a 360 quilômetros da capital Recife. Um dos imprevistos da noite foi a falta de energia no galpão onde ele e os pré-candidatos à Presidência Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil) e o deputado Ciro Gomes (PSB) jantavam.

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

15 Outubro 2009 | 09h02

As luzes se apagaram por volta de meia-noite, causando certo pânico em agentes de segurança e engenheiros responsáveis pelas instalações. Naquele momento, a comitiva presidencial assistia a uma apresentação do cantor regional Maciel Melo. Mesmo na penumbra, Lula e seus convidados continuaram acompanhando o violeiro nordestino. A energia voltou após o conserto de um dos geradores do acampamento.

Minutos depois, mais um susto para seguranças e engenheiros: a energia elétrica faltou novamente. Um farolete foi instalado no galpão. Após novo conserto, a ministra Dilma foi a primeira a deixar o local. Também fazem parte da comitiva os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e os governadores Eduardo Campos (Pernambuco) e José Maranhão (Paraíba).

A visita de Lula às obras continua hoje. Pela manhã, o presidente dará entrevista a rádios da região e assistirá a uma apresentação de técnicos do Ministério da Integração Nacional sobre o projeto de transposição do São Francisco. À tarde, o presidente estará em canteiros de obras nos municípios pernambucanos de Floresta e Cabrobó, onde passará a segunda noite da viagem. O retorno a Brasília está previsto para amanhã.

As obras de transposição das águas do Rio São Francisco consumiram até agora cerca de R$ 1 bilhão. O projeto total está orçado em R$ 6,9 bilhões. Lula pretende entregar ao final do seu mandato, em dezembro do próximo ano, 220 quilômetros de canais - cerca de 30% dos 722 quilômetros previstos nas obras. Atualmente o projeto emprega 8.500 pessoas nos Estados da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba. O consórcio de empreiteiras das obras recebe cerca de R$ 100 milhões por mês de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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