Falta de governadores do Sul e Sudeste marca evento de Lula

Políticos do Nordeste criticaram ausência dos presidenciáveis do PSDB José Serra (SP) e Aécio Neves (MG)

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2009 | 14h51

A ausência dos governadores do Sudeste e do Sul marcou o início da solenidade de lançamento do Programa Habitacional "Minha Casa minha Vida", que prevê a construção de um milhão de moradias até o final do mandato do presidente Luz Inácio Lula da Silva. Prestigiaram o evento que está sendo realizado no Itamaraty dez governadores, a maioria aliada ao presidente Lula e simpática à candidatura da ministra Dilma Rousseff, da casa Civil, à presidência em 2010.

 

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Aliados do Planalto aproveitaram para criticar especialmente os governadores e presidenciáveis do PSDB Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra (São Paulo). "Ou tem moradia em excesso em Minas e São Paulo ou há excesso de vaidade dos governadores", disse o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT).

 

Já o governador de Alagoas, Teotônio Vilela(PSDB), disse que a ausência de Serra e Aécio se justifica por problemas de agenda. "É que eles governam Estados grandes. Eles têm agenda preestabelecida há muito tempo. Normalmente este tipo de programa é de mais interesse de Estados menores", afirmou. Villela comentou que metade dos três milhões de habitantes mora em situação precária. "Um programa como este faz uma diferença enorme no meu estado", disse.

 

Villela, junto com os governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e de Roraima, Anchieta Junior PSD), integram o grupo de oposição na solenidade. O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse que "em hipótese alguma" Serra e Aécio deixaram de vir por considerarem que o evento faz parte da estratégia do planalto de eleger Dilma Rousseff. "O presidente Lula sempre faz questão de dizer que o governo é de todos", afirmou.

 

Múcio disse ainda que Aécio e Serra concordaram com todos os pontos do programa. Nem mesmo o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, aliado ao Planalto, compareceu ao evento. Também estão ausentes os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Paraná, Roberto Requião, ambos do PMDB.

 

Além dos dez governadores, integravam a plateia no Itamaraty parte dos prefeitos de capitais, ministros do governo e funcionários da administração federal. Também ajudam a lotar o salão Rio Branco do Palácio do Itamaraty, local usado pelos presidentes para recepcionar chefes de estado estrangeiros, uma grupo de pessoas ligadas a movimentos sociais aliados com o governo. Foram essas pessoas que logo que Dilma Rousseff pegou o microfone para discursar levantaram-se e aplaudiram efusivamente a ministra.

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