Falta de documento retarda início de perícia de Renan

Trabalho da PF deveria ter começado nesta sexta, mas faltam papéis

Vannildo Mendes, do Estadão

20 de julho de 2007 | 21h08

Uma sucessão de atropelos retardou mais uma vez a perícia, que devia ter começado nesta sexta-feira, 20, nos documentos de defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador e presidente do Congresso Nacional responde a processo de quebra de decoro no Conselho de Ética da Casa, sob a acusação de ter despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.   Ao abrir as três pastas com os documentos enviados pelo Senado, a Polícia Federal notou que ainda estão faltando alguns papéis importantes para responder aos 30 quesitos da perícia. O início dos trabalhos, por causa disso, foi adiado para segunda-feira.   Parte dos documentos em falta foi prometida pelo próprio Renan, para reforçar a defesa e o restante está sendo colhido por assessores do Conselho enviados a Alagoas, nas secretarias da Fazenda e da Agricultura.   O laudo será decisivo para o futuro de Renan, que pode ser cassado se não comprovar a origem de R$ 1,9 milhão que diz ter faturado em venda de gado, dinheiro de onde teria saído a pensão que ele pagava à jornalista Mônica Veloso, com a qual tem uma filha. "Prometemos entregar o laudo em 20 dias, mas o trabalho só começa quando todos os documentos estiverem em mãos, avisou o chefe da Diretoria Técnico-Científica da PF, delegado Geraldo Bertolo.

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