Falta de candidato ''''inquieta'''' PT, diz Serra

Em Roma, governador avalia que sigla de Lula não tem nome forte para eleição presidencial em 2010

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2007 | 00h00

O PT está "inquieto" em relação às eleições presidenciais de 2010 porque não tem um candidato forte. A avaliação é do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). "Todo esse debate que existe hoje sobre 2010 ocorre porque me parece que o PT está inquieto. Isso vem do fato de não contar com um nome ou candidato forte", afirmou Serra ao Estado. O governador chegou ontem a Roma para acompanhar a nomeação de d. Odilo Pedro Scherer como cardeal. Hoje, Serra ainda estará com o Papa Bento XVI e entregará a ele um livro sobre a visita do pontífice a São Paulo no primeiro semestre do ano. Há duas semanas, o tucano já havia estado na Europa para participar da escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014.?EQUÍVOCO?O governador paulista evitou dar uma resposta direta quando questionado sobre suas pretensões para 2010. "Fui eleito para ser governador, não para ser candidato. Por isso, estou concentrado em governar", disse. Sobre um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi taxativo: "Não tem cabimento." Serra acredita que seja "um equívoco" começar a debater 2010 nesse momento. "Muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte. Não estamos sequer no final do primeiro ano do segundo mandato do governo. Não faz o mínimo sentido discutir isso tudo agora", afirmou.O governador garante que o PSDB está unido. "Como todo partido, o PSDB está unido. Obviamente há diferenças de opinião, mas isso não significa de nenhuma forma uma divisão. Temos de tratar dos temas com naturalidade, discuti-los e chegar a posições comuns do partido. Para 2010, certamente estaremos unidos", garantiu. Serra ainda evitou comentar as informações sobre o suposto envolvimento no mensalão tucano de Mauri Torres e de Danilo de Castro, respectivamente líder do governo na Assembléia e secretário de Governo do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). "Não estou sabendo de nada", disse.

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