Falta de apoio do DEM e saúde vão pesar na decisão de Sarney

Segundo um interlocutor, presidente do Senado ficou 'muito abalado' com a decisão tomada pelo DEM

João Domingos e Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo,

01 de julho de 2009 | 13h06

Dois fatores devem pesar na decisão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre sua permanência ou não no cargo. Sarney, segundo um interlocutor, ficou "muito abalado" com a decisão tomada ontem pelo DEM de propor que o senador se licencie do cargo enquanto durar a investigação que está sendo feita na Casa, com acompanhamento do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União.

 

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O partido considerou o afastamento de Sarney importante para garantir à opinião pública a isenção e a credibilidade do Senado. O outro fator, segundo o mesmo interlocutor, seria um conselho de seu médico que recomendou a sua saída do cargo diante do desgaste que a crise vem causando em seu estado de saúde.

 

Amigos do presidente revelam, no entanto, que ele está muito abatido e que confidenciou que tem vontade de se afastar do cargo. Hoje pela manhã, em conversa com os seus filhos, Sarney deixou clara a sua disposição de se afastar da presidência. Além de muito cansado, ele não quer ser identificado como um símbolo da crise no Senado.

 

O seu grupo político trabalha para que Sarney não tome nenhuma decisão e tente ganhar sobrevida até a semana que vem. A ideia é transferir o desfecho do caso para depois do recesso parlamentar. Sarney conta com o apoio da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que a pedido do presidente Lula lhe transmitiu um apelo para que não tome nenhuma decisão até hoje a noite, quando o presidente retornará da viagem a Líbia.

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