'Falta coerência' ao PSDB sobre CPMF, diz governador tucano

Cássio Cunha Lima classifica de equivocada decisão de votar contra; senadores negam pressão de governadores

Eugênia Lopes, do Estadão, e Agência Brasil,

23 de novembro de 2007 | 16h41

Enquanto as bancadas na Câmara e no Senado são contra a prorrogação da CPMF a maioria dos governadores defende a continuação do imposto. "Está faltando coerência ao PSDB. O partido está errado, está equivocado ao votar contra a CPMF. Se o Alckmin tivesse sido eleito à presidência da República essa discussão não estaria acontecendo no partido", disse o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, que participa da convenção do partido nesta sexta-feira, 23. Veja também:  Entenda a cobrança da CPMFLula deflagra ofensiva com governadores tucanos pela CPMFPaís precisa ser liderado por quem fala 'bom português', diz FHC Os senadores do PSDB negaram nesta sexta-feira, 23, que os governadores da legenda estejam fazendo pressão para que aprovem a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Não houve nenhuma pressão de governadores a nenhum de nós. Se alguém pedisse, era um pedido para nós nos desmoralizarmos. Esse é um acordo que não faço", afirmou o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM).  O senador Álvaro Dias (PR) disse que a defesa dos governadores pela aprovação do imposto é uma estratégia. "Os governadores defendem uma posição estratégica de quem necessita de um bom relacionamento com o governo federal. É um assunto que para os governadores é delicado. O que nós podemos afirmar é que os governadores do nosso partido não nós pressionaram. Eles aceitam a posição que nossa bancada adotou em relação à CPMF", disse.  O novo presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), lembrou que a bancada no Senado conversou com os governadores da legenda há três meses sobre o assunto e que eles reconheceram que essa é uma posição que diz respeito apenas aos senadores. "Os governadores tem a opinião deles. Nós respeitamos, somos democráticos. Há três meses conversamos com eles e eles disseram que a questão é da bancada federal", disse. Ele confirmou que a bancada de 13 senadores votará contra o tributo.  O governador de São Paulo, José Serra, disse que a divergência de opiniões em relação ao imposto do cheque não prejudica o partido, e que opiniões diferentes existem até na Igreja. "Igualdade de posição, nem na Igreja. A bancada é quem vai dar a palavra final", afirmou. Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o atual governo está com excesso de arrecadação e não cedeu às reivindicações para aprovar a prorrogação da CPMF até dezembro de 2011. "Só 40% da CPMF são usados para saúde. O governo precisa melhorar a qualidade do seu gasto", disse. E aproveitou para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Há dois anos não havia interrogação nenhuma (em relação ao cenário econômico). Desperdiçamos tempo com bazófias. Tudo o que está aí exposto foi feito no meu governo, no do Itamar (Itamar Franco) e no do Sarney (José Sarney). E o Lula acha que é o Pedro Álvares Cabral, que descobriu o Brasil".      

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