Falhas na saúde geram troca de acusações

Na TV, Alckmin apontou problemas em área comandada por seu próprio partido

DANIEL BRAMATTI, O Estadao de S.Paulo

23 de agosto de 2008 | 00h00

O assunto saúde foi dominante no segundo programa na TV dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) atacou diretamente sua antecessora, Marta Suplicy (PT), e foi indiretamente atacado pelo tucano Geraldo Alckmin.Kassab acusou Marta de ter provocado "um caos" na saúde quando governou a cidade, de 2001 a 2004. O candidato do DEM voltou a tentar se associar ao governador José Serra (PSDB), de quem foi vice na prefeitura até 2006. "Dei continuidade ao trabalho do Serra e fiz coisas novas."Houve mudança de discurso em relação ao número de AMAs (postos de assistência médica ambulatorial) construídas. O primeiro programa, exibido na quarta-feira, dizia que Kassab havia feito 110 unidades em dois anos; ontem, o texto foi alterado para "a prefeitura fez 110 AMAs, e só o Kassab entregou 90".Sem citar o atual prefeito, Alckmin mostrou imagens de moradoras da periferia que reclamavam de falta de hospitais e problemas em atendimentos. O candidato não fez referência ao fato de seu partido, o PSDB, estar no comando da Secretaria Municipal da Saúde. Januário Montone, titular do cargo, é homem de confiança de Serra.Na TV, o tucano prometeu a construção de três hospitais, em Parelheiros, Jaçanã e em área a ser definida, na zona leste. No programa de governo lançado por escrito horas antes de o programa ir ao ar, não havia dúvidas sobre o local: São Mateus. Os candidatos do DEM e do PT também prometeram erguer hospitais na periferia.Como Kassab, Marta apontou problemas que disse ter herdado ao assumir. "Em 2001, não havia um só paulistano que não visse que a situação era crítica", disse ela. Afirmou que hoje a prefeitura tem mais recursos. "A economia está bombando, por causa do governo Lula." E acusou os que "jogam pedra" em sua gestão de "ferir a memória do povo".O programa de Paulo Maluf (PP) mostrou o projeto da "freeway" que abriria 12 novas faixas de tráfego nas marginais Pinheiros e Tietê. Maluf foi apresentado pelo locutor como "um homem que aplica criteriosamente o dinheiro público".

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