Falha do governo impedirá voto de 2 mil presos em Goiás

Uma falha do governo de Goiás vai impedir que dois mil presos provisórios, e mais 300 adolescentes em unidades de internação no Estado, exerçam o direito de voto nas eleições de outubro.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

02 de agosto de 2010 | 20h23

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO), a falha se deve a não entrega de um questionário pelo governo goiano, em tempo previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Ocorreu uma falha", afirma Bruno Rocha, assessor de imprensa da Presidência do Tribunal, em Goiás. "O documento não foi entregue no prazo (dia 20 de maio), os presos perderam o direito de votar", disse.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública goiana, o formulário que trata sobre o alistamento eleitoral nos presídios, para identificar os presos que ainda não tiveram condenação criminal, foi devolvido ao TRE-GO dentro do prazo legal. "Devolvemos os autos na data-limite", garante Carlos Roberto Teixeira, superintendente da secretaria. "Mas, também solicitamos prazo mais extenso, pois ocorreram mudanças estruturais na secretaria", disse.

Entre as mudanças, o Estado criou uma secretaria de Cidadania, à qual foi vinculada a guarda dos menores infratores. "O direito ao voto é constitucional", afirmou o promotor Humberto Caetano da Silva, do Ministério Público Estadual (MPE). "E o Estado de Goiás falhou, porque os presos que quiserem votar não terão esse direito".

O secretário de Segurança Pública na época do preenchimento do formulário do TSE, Ernesto Roller, é candidato a vice-governador de Goiás pelo PP, na chapa de Wanderlan Cardoso, do PR.

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