Falha deixa 1.500 pensionistas da PM sem benefício

Uma falha de processamento nos computadores da Polícia Militar impediu o pagamento da segunda parcela do 13.º salário como pensão alimentícia a uma parte das ex-mulheres de PMs que têm direito ao benefício. "Teria de ser depositado no dia 20", reclamou a dona-de-casa Francisca de Brito, de 47 anos, uma das prejudicadas. "Tenho conta de luz para pagar e preciso comprar remédios." O valor não foi debitado dos contracheques dos policiais. Ao entrar em contato com a PM para reclamar, Francisca foi informada de que cerca de 1.500 pensionistas haviam sido afetadas. O que a revoltou foi saber que o dinheiro seria pago apenas em fevereiro. "Pediram para eu procurar meu ex-marido", disse. "Se foi um erro deles, são eles que têm de correr atrás." Também revoltada com a falha, a operadora de telemarketing Vânia Gonçalves Taraio, de 38 anos, passou o dia de hoje tentando encontrar uma solução para o problema. Filha de um PM do qual o benefício deveria ter sido deduzido, ela ainda teve de cuidar da mãe, que passou mal ao saber que o dinheiro não sairia tão cedo. "Faltei ao meu emprego para resolver isso", protestou. O tenente-coronel Renato Perrenoud, chefe da Comunicação Social do Comando-Geral da PM, admitiu que houve uma falha no sistema, mas não soube dizer quantas ex-mulheres foram afetadas. "Isso já foi regularizado." Segundo ele, quem informou que o dinheiro só sairá em fevereiro foi precipitado. Ele disse que o pagamento da segunda parcela do 13.º salário como pensão será feito individualmente.

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