Andre Dusek/Estadão
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Falcão promete 'combate político ferrenho' à candidatura de Marta em SP

'Agora, mais do que retomar o mandato dela, eu espero que aqui em São Paulo, se ela for candidata, a gente vá a cada lugar dizer ela não representa o PT', afirmou o presidente do PT

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2015 | 21h55

São Paulo - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, comentou nesta noite a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de que a regra de fidelidade partidária que prevê perda de mandato do político que muda de partido não se aplica aos casos de eleição para cargos majoritários - como senadores, governadores e presidente da República. 

A decisão beneficia a senadora Marta Suplicy, que recentemente deixou o PT. "Agora, mais do que retomar o mandato dela, eu espero que aqui em São Paulo, se ela for candidata, a gente vá a cada lugar dizer ela não representa o PT", afirmou, em bate-papo com militantes. "Vamos fazer um combate político ferrenho à candidatura dela no campo das ideias."

Falcão repetiu que a senadora "cuspiu no prato que comeu" e disse que ela mentiu ao dizer que tinha restrições em sua atividade parlamentar. "A saída dela se deve a ambições desmedidas e projetos pessoais", afirmou. O presidente do PT disse também que Marta fez uma "acusação gravíssima" de que haveria corrupção nas doações ao partido. "Até agora todas as campanhas dela foram financiadas da mesma maneira que o PT faz, sempre com doações legais", disse.

 

No bate-papo, Falcão voltou a dizer que o partido é intolerante com a corrupção e se que qualquer filiado que comprovadamente praticar atos de corrupção poderá ser expulso. "O estatuto será aplicado, mas com direito de defesa, não será por critérios injustos, muitas vezes sem provas", afirmou. 

Segundo Falcão, o mesmo rigor nas investigações com o PT deve valer para os outros partidos. "Não vamos permitir que criminalizem as doações ao PT, que sempre foram legais", disse.

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