Falcão ironiza ida de Marina a comício de Bornhausen

Falcão também disse que ex-ministra mentiu ao apresentar dados de desmatamento durante sua passagem pela pasta, no governo Lula

RICARDO BRITO E RICARDO DELLA COLETTA, Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2014 | 18h57

O presidente do PT, Rui Falcão, reagiu nesta quarta-feira, 24, às declarações da ex-ministra Marina Silva (PSB) e de seus aliados, segundo os quais a campanha da presidente Dilma Rousseff está se valendo da tática de Joseph Goebbels de repetir uma mentira por diversas vezes até que ela se torne uma verdade. Goebbels foi ministro da propaganda da Alemanha nazista.

"Nós sempre falamos a verdade, de cara limpa e rosto aberto, sem nos escondermos", disse Falcão, que ironizou o fato de Marina ter participado nesta terça-feira, 23, de um comício ao lado de Paulo Bornhausen, candidato do PSB ao Senado em Santa Catarina. O pai de Paulo, Jorge Bornhausen, foi senador pelo PFL e governador do Estado indicado pela ditadura militar.

Falcão também disse que Marina mentiu ao apresentar dados de desmatamentos durante sua passagem no governo Lula como ministra do Meio Ambiente e também quando disse que havia cláusulas de confidencialidade em contratos de suas palestras, antes de ela se tornar presidenciável.

Sem apresentar nomes e os casos concretos, Rui Falcão citou o fato de que dez diretores e gerentes do Ministério do Meio Ambiente na gestão Marina foram demitidos. As razões, segundo ele, são improbidade administrativa e malversação de recursos públicos. Falcão citou as exonerações na pasta ao criticar o fato de Marina ter dito recentemente que o PT havia indicado pessoas para a Petrobrás que "causaram malfeitos".

'Embate de ideias'. Durante entrevista coletiva, o presidente do PT afirmou que não está fazendo uma campanha contra Marina Silva. Ele disse que está havendo um embate de ideias. "Temos feito a campanha de debate programático e, pelo menos segundo as pesquisas, têm dado ressonância", disse Rui Falcão. "Nunca houve um ataque pessoal (contra Marina)", completou.

O petista não quis se aprofundar sobre os resultados das última pesquisas eleitorais, entre elas a Ibope/Estadão/TV Globo em que aumentou a vantagem, no primeiro turno, de Dilma sobre Marina. "Pesquisa é retrato do momento, estamos à frente, mas isso não nos leva a baixar a guarda", afirmou.

O presidente do PT disse ainda que a campanha está incentivando a ampliação da mobilização na reta final do primeiro turno. Ele citou uma série de eventos que estão sendo planejados a partir desta sexta-feira, entre eles, a mobilização das centrais sindicais em favor de Dilma, batizada "Nem que a Vaca Tussa" - na defesa da manutenção de direitos trabalhistas.

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