Falcão diz que falta base para condenação no mensalão

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nesta terça que se o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) se basear nos autos, não deverá haver condenação. Rui Falcão atribuiu a uma "politização da Justiça" a escolha por realizar o julgamento em agosto, em época de campanha nas eleições municipais. O petista esteve nesta terça no Congresso em uma visita ao presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

10 de julho de 2012 | 20h27

"A minha expectativa é que os ministros do Supremo julguem segundo os autos. E, julgando segundo os autos, não há base para condenação", afirmou Rui Falcão.

Ele manifestou descontentamento com o fato de a decisão acontecer em meio ao processo eleitoral. "Não tenho notícia de julgamentos importantes realizados em períodos eleitorais. Podia ser feito antes ou depois das eleições. Não há nenhuma prescrição se fosse depois das eleições", afirmou o presidente petista.

Maior escândalo de corrupção do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o mensalão colocou no banco dos réus estrelas petistas como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente da legenda José Genoino e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha. Segundo a denúncia, haveria compra de apoio político e desvio de recursos de recursos públicos para a realização de pagamentos financeiros a parlamentares.

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