Falcão descarta envolvimento de Dilma no caso Petrobras

O presidente do PT, Rui Falcão, descartou qualquer possibilidade de envolvimento ou conhecimento da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas irregularidades investigadas na Petrobras pela Operação Lava Jato. Segundo ele, a reportagem da revista Veja, que indica que o doleiro Alberto Youssef teria citado os dois políticos em sua delação premiada, é "mentirosa e caluniosa".

ANTONIO PITA, Estadão Conteúdo

24 de outubro de 2014 | 17h29

"Descarto o envolvimento ou conhecimento de Dilma e Lula no caso. A revista não cita nenhuma fonte. Todo dia está vazando (o conteúdo das delações) e queremos ter acesso. Quando fala no PT, pode ser eu, Lula ou um deputado. Queremos a oportunidade do contraditório, da defesa", afirmou Falcão.

Segundo Falcão, o PT já entrou com sete medidas judiciais contra a revista e também para ter acesso ao conteúdo dos depoimentos que se referem a integrantes do partido. Segundo ele, se houver indícios de envolvimento dos integrantes, o partido "tomará providências".

O presidente disse ainda que poderá usar o estatuto do partido, que prevê sanções aos integrantes, caso haja indícios de participação nas irregularidades na Petrobras. "Se tiver petista envolvido, tomaremos providências para botar para fora. Não queremos conviver com a corrupção", completou.

Falcão disse ainda que não há "prova nenhuma" de irregularidades cometidas pelo tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), em debates eleitorais, sugeriu que haveria indícios de irregularidades em sua atuação como conselheiro da empresa Itaipu Binacional. Falcão disse que o tesoureiro já havia comunicado ao partido que tinha interesse de deixar o cargo em 2015.

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