ROMILDO DE JESUS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS
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Falcão defende volta da CPMF e tributação de fortunas

Presidente do PT defendeu mudanças no sistema tributário brasileiro e disse que há uma 'aspiração' do partido e da sociedade pelo retorno de Lula em 2018

Ana Fernandes, Ricardo Galhardo e Vera Rosa, enviados especiais, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 20h23

Salvador - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, reforçou que o partido deve lutar por uma reforma tributária e defendeu as bandeiras da volta da CPMF e da tributação de fortunas e de lucros. "É necessário mudar o sistema tributário nacional, que é injusto, regressivo e concentrador. Mais de 50% dos impostos da carga nacional são impostos indiretos, que é um imposto injusto. É preciso reavivar a CPMF, que é um imposto limpo, não cumulativo e transparente", defendeu o presidente. 

Falcão falou ainda como medidas para estimular investimentos em infraestrutura e manter o nível de emprego "pelo menos mudar as alíquotas do imposto de renda, regulamentar o imposto de grandes fortunas, previsto em Constituição, estudar a possibilidade de não compatibilidade com os estados que já têm imposto sobre heranças, de instituir o imposto sobre grandes heranças, porque a transmissão da fortuna é o que perpetua a desigualdade". Ele falou ainda de tributar as "grandes transações especulativas, os grandes lucros e dividendos". 

Expectativa. Falcão afirmou que só a vinda de Dilma já "facilita" a vida dos dirigentes petistas, ao ser questionado sobre o momento de afastamento e críticas do PT à presidente. "A presença dela já facilita muito, porque houve uma especulação muito grande de que ela estaria descontente ou temia alguma manifestação contra o ajuste e que, por isso, ela não viria", afirmou. 

"A primeira manifestação dela que eu ouvi dizer é que ela pediu que o PT faça nesse congresso uma boa reflexão, então nós estamos fazendo a lição de casa", disse Falcão. O dirigente disse que a presidente vá falar sobre os projetos para o futuro, mencionando também dificuldades com o Congresso, mas esclarecendo não ser algo que prejudique a condução do governo.

E ressaltou a condição de "liberdade" do partido para defender sua pauta, citando como exemplo a lei da terceirização, que na Câmara passou liberando a terceirização para atividades fim. "(A presença da Dilma) cria um clima muito mais favorável pra gente continuar defendendo nosso governo e tendo também liberdade e autonomia para como partido assinalar pra ela o que nós não queremos ou o que queremos. A questão da terceirização tem sido objeto de deliberação e dizemos claramente que, se passar no Senado como saiu da Câmara, o partido quer que a presidenta vete."

Lula 2018. Ao ser questionado por jornalistas se o congresso poderia lançar ou apoiar a candidatura do ex-presidente Lula para 2018, Falcão deixou claro que não é o intuito do evento, mas disse que há uma "aspiração" do partido e da sociedade pelo retorno do ex-presidente. 

"Nunca esteve na pauta do congresso o lançamento da candidatura do Lula nem de ninguém. Nem sequer a eleição municipal do ano que vem está na pauta", afirmou. "O Lula não está pondo candidatura dele agora. Há uma aspiração no PT e na sociedade para que haja um retorno do Lula, mas isso não significa candidatura." 

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