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Falcão critica 'processo seletivo para incriminar PT'

Presidente do partido saiu em defesa de João Vaccari Neto, que teve que prestar depoimentos na quinta, e condenou condução das investigações

Ricardo Della Coletta, Ricardo Galhardo e Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 19h20

Belo Horizonte - O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira, 6, que existe um "processo jurídico, midiático e seletivo" para "filtrar informações" e "conduzir investigações" na direção de "criminalizar" o partido. "Isso é algo que repelimos com toda a ênfase", disse Falcão, depois da reunião do diretório do PT realizada nesta sexta em Belo Horizonte.

Falcão defendeu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apontado na delação premiada do ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco como receptor de até US$ 200 milhões em propina para a sigla. Na quinta, o secretário de finanças do PT, que nega as acusações, foi levado a prestar depoimento à Polícia Federal de São Paulo. Vaccari tem, disse Falcão, uma conduta "íntegra" e respondeu todas as perguntas feitas pelas autoridades.

"(O Vaccari) cumpre as suas tarefas de secretário de finanças do PT no sistema legal atual: procurar doadores para as atividades partidárias ou para campanhas. Ele o fez sempre com correção e todas as nossas doações são legais, declaradas à Justiça e (temos) todas as contas aprovadas", declarou Falcão. 

Ao citar que Barusco acordou com a Justiça a devoluções de "centenas de milhões de reais", Falcão disse que ele é um "bandido" e não tem credibilidade para fazer essas acusações. "Quem passa anos roubando uma empresa pública é bandido. Ele se autoinculpou", disse. "Uma pessoa com este crédito, de roubar a Petrobrás, tem crédito para acusar um companheiro nosso, que tem uma vida digna, e vira manchete dos jornais dizendo que deu US$ 200 milhões para um companheiro nosso sem provar", ironizou o dirigente.

No encontro desta sexta, Vaccari fez um relato sobre a ação da Polícia Federal, disse Falcão. Nele, o tesoureiro disse que a condução coercitiva era "desnecessária" e que ele teria ido depor caso tivesse sido notificado a fazê-lo. "Vida dele (Vaccari) foi totalmente devassada, com quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico, e nada se comprovou contra ele", disse Falcão. 

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