Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Falcão condena condução coercitiva de Vaccari

Presidente do PT afirmou que medida só vale em caso de 'urgência' e criticou fato de o pedido ter sido feito em 17 de dezembro e só ter sido autorizado em fevereiro

José Roberto Castro, Carla Araújo e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 18h25

São Paulo - O presidente do PT, Rui Falcão, criticou nesta quarta-feira, 11, em entrevista coletiva na sede do partido, o mandado de condução coercitiva expedido pela Polícia Federal contra o tesoureiro do partido e "companheiro" João Vaccari na mais recente fase da Operação Lava Jato. Na visão de Falcão, a condução é uma medida extrema que deve ser usada apenas em caso de urgência, o que, segundo o petista, não era o caso.

"O pedido de condução coercitiva se dá em 17 de dezembro de 2014. A autorização se dá no dia 3 de fevereiro. Logo, essa urgência é questionada. A condução se dá no dia 5, dois dias depois da autorização", argumenta o dirigente. O presidente petista reclamou ainda da imprensa por ter noticiado apenas a condução de Vaccari durante a cobertura da Operação na última semana.

"A única pessoa que aparece em todo o noticiário sendo conduzida é o Vaccari. Não há menção a nenhuma das outras pessoas", disse o presidente do PT. Para ele a escolha do petista pelos órgãos de imprensa "também é seletividade". "Isso é induzir fatos e circunstâncias para tentar criminalizar o partido através de seu tesoureiro. Isso nós não vamos permitir", completou. Falcão criticou a Justiça no Brasil e disse que a "prisão passou a ser a regra". Segundo o petista, a campanha em curso no País não é para acabar com a corrupção, mas uma ação orquestrada para criminalizar o partido e tirá-lo do jogo político.

Impeachment. O presidente do PT desvalorizou ainda os protestos dos que pedem a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo Falcão, são manifestações em redes sociais e de pessoas que "flertam com o golpismo". Sobre o documento divulgado nesta terça pelo partido, Rui Falcão disse que não houve cobrança de coerência de Dilma por conta das medidas econômicas amargas.

"Não cobramos coerência nenhuma, dizemos que as medidas de ajuste não podem transpor o limite conforme, aliás, a presidenta assegurou na campanha e em declaração recente. Dizemos que é preciso abrir o dialogo tripartite, especialmente sobre essas duas MPs em curso", disse sobre as medidas que alteram regras trabalhistas e que aguardam aprovação do Congresso Nacional.

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