Falcão admite erros, mas diz que PT sofre campanha de 'aniquilamento'

Falcão admite erros, mas diz que PT sofre campanha de 'aniquilamento'

Presidente da sigla abrirá seu discurso no congresso do partido pedindo que 'maré conservadora' seja enfrentada

José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 15h57

São Paulo - O presidente do PT, Rui Falcão, abrirá seu discurso no 5° Congresso da sigla, na noite desta quinta-feira, 11, em Salvador, dizendo que o partido enfrenta "uma campanha de cerco e aniquilamento". Segundo Falcão, há uma campanha para cassar o registro do PT. "Condenam-nos não por nossos erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de filiados. Perseguem-nos pelas nossas virtudes", dirá Falcão.

Segundo o presidente do PT, o partido é feito de "bode expiatório da corrupção e de dificuldades passageiras da economia". Os responsáveis pela perseguição seriam "maus perdedores no jogo democrático". "Nunca antes no Brasil a corrupção foi tão investigada e punida como em nossos governos", dirá.

Na avaliação de Rui Falcão, o PT precisa "identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha", além de reagir de maneira vigorosa. 

Ele admite, porém, erros cometidos pelo partido e pede correção de rumos. "Devemos também, com humildade, assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem", escreveu o presidente petista. 

Financiamento. Para Falcão, o financiamento empresarial foi "a porta de entrada no partido para muitos desvios da política tradicional". O presidente petista sinalizará que o veto do partido às doações de empresas, decidido em abril, será ratificado apenas na próxima reunião do diretório nacional.

"Um partido diferente, como o PT sempre foi e é, não podia continuar acomodado a esta situação", dirá Rui. Na prática, a apreciação da decisão na próxima reunião do diretório representa um adiamento, uma vez que o anunciado era que o tema seria decidido no congresso.

Imediatamente, Falcão pede para que o partido trabalhe para barrar a constitucionalização do financiamento empresarial, aprovado em primeira votação na Câmara dos Deputados "após um vergonhoso golpe regimental". As mudanças que foram aprovadas em primeiro turno na Câmara são chamadas de "contrarreforma". 

O presidente disse acreditar ainda que as discussões do congresso vão estimular o PT a encontrar a "radicalidade política". "Vamos, juntos, mudar o PT para continuar mudando o Brasil", convocará Falcão ao final de seu discurso. 

Tudo o que sabemos sobre:
Congresso PTRui Falcão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.