Faculdade condenada por discriminação em Curitiba

A Faculdade Espírita de Curitiba foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização por danos morais para o ex-funcionário Haroldo Leôncio Pereira. Ele alega ter sido vítima de discriminação. O advogado da instituição não foi encontrado hoje.Segundo o advogado do ex-funcionário, Adnilton José Caetano, ele trabalhava como porteiro da faculdade e cuidava do estacionamento. Uma noite deixou o local de trabalho para ir ao banheiro. Quando retornou foi repreendido pelo seu superior hierárquico. De acordo com o advogado, foi-lhe dito que "preto e bicha não tem que ir ao banheiro, pois há muito mato por aí mesmo". Estudantes que viram a cena serviram como testemunhas de Pereira.Segundo o advogado, a faculdade esperou alguns meses e demitiu o funcionário. Ele entrou na Justiça do Trabalho com pedido de ressarcimento de valores que a instituição lhe deveria e com o pedido de indenização por danos morais. "Os depoimentos foram precisos e contundentes", afirmou o juiz Bráulio Gabriel Gusmão.De acordo com o juiz, pelo fato de a discriminação resultar de uma relação de trabalho, a responsabilidade objetiva é do empregador. Somando-se os valores trabalhistas com a indenização por danos morais, arbitrada em 20 vezes o último salário do ex-funcionário, ele deverá receber R$ 12 mil. Gusmão também determinou que a faculdade faça uma retratação pública.

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