André Dusek/Estadão
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Fachin terá reforço de juiz auxiliar que atuou com Teori na Lava Jato

A presidente do STF, Cármen Lúcia, já aceitou o pedido do ministro para ter um terceiro auxiliar na equipe que analisa os casos da operação

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2017 | 17h57

BRASÍLIA - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), já pediu à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, um terceiro juiz auxiliar para reforçar a sua equipe na condução dos processos da Operação Lava Jato.

Assim como Teori Zavascki, Fachin terá três juízes auxiliares - o novo reforço na equipe do ministro é o juiz auxiliar Paulo Marcos de Farias, que atuou com Teori na análise dos casos da Lava Jato.

Segundo o Broadcast Político apurou, o pedido de Fachin já foi feito a Cármen Lúcia e aceito por ela. Uma das preocupações do ministro é preservar em seu gabinete a "memória" dos trabalhos conduzidos por Teori, de quem era amigo.

O juiz auxiliar Paulo Marcos de Farias é considerado uma das figuras-chave nas investigações da Lava Jato no STF. Ele era um dos três auxiliares de Teori que suspendeu as férias para tentar dar mais celeridade ao processo de homologação das delações premiadas de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Reforço. Na semana passada, logo após saber que se tornara o relator da Lava Jato, Fachin se reuniu com o juiz auxiliar Márcio Schiefler, considerado braço direito de Teori Zavascki no STF.

Schiefler pediu desligamento do STF e vai voltar para a Justiça em Santa Catarina, onde atua. Mesmo fora do STF, Schiefler tem ajudado o gabinete de Fachin na transição, segundo o Broadcast Político apurou.

De uma maneira geral, os ministros do STF têm direito a dois juízes auxiliares - que são cargos de confiança e escolha pessoal de cada ministro da Corte -, mas Teori pediu um terceiro juiz auxiliar para ajudar a cuidar da extensa investigação da Lava Jato. A excepcionalidade agora também será aberta para Fachin.

Em nota divulgada pelo seu gabinete na semana passada, o ministro Edson Fachin prometeu conduzir a Lava Jato com "prudência, celeridade, responsabilidade e transparência".

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