Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Fachin autoriza inquérito contra o deputado Aníbal Gomes

Objetivo da investigação é apurar se o parlamentar utilizou verba da Câmara para pagar despesas pessoais; peemedebista, réu na Lava Jato, nega irregularidades

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2017 | 00h06

BRASÍLIA - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) por suspeita de peculato. O objetivo da investigação é apurar se o parlamentar utilizou verba da Câmara para pagar despesas pessoais. Procurado, Gomes negou irregularidades e se colocou à disposição para ajudar nas investigações.

“Recebo com tranquilidade (essa notícia), já que não pratiquei absolutamente nada e jamais fiz qualquer tipo de irregularidade com dinheiro da Câmara”, disse o deputado.

O inquérito contra Aníbal Gomes decorre de desdobramentos das investigações no âmbito da Operação Lava Jato. 

Réu. Em dezembro, a Segunda Turma do STF decidiu por unanimidade aceitar a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra Aníbal por envolvimento no esquema de corrupção instalado na Petrobrás. Com o recebimento da denúncia, Aníbal Gomes – que é aliado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) – se tornou réu no âmbito da Operação Lava Jato e responderá à ação penal por corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro.

Conforme a denúncia da PGR, o deputado é acusado de prometer pagamento de propina de R$ 800 mil ao então diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, para permitir e facilitar as negociações entre a estatal e empresas de praticagem da Baixada Santista e de São Sebastião (SP) na Zona Portuária 16.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.