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Fachin abre inquérito contra Feliciano por suspeita de abuso sexual

Com a abertura do inquérito formalizada no STF, a polícia federal e o Ministério Público podem investigar o caso, solicitando diligências ou depoimento de testemunhas

Beatriz Bulla e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2016 | 20h31

BRASÍLIA - O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) por suspeita de abuso sexual. O caso tramita sob segredo de Justiça na Corte.

No final de agosto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de investigação contra o parlamentar, atendendo requerimento da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal. A delegacia recebeu denúncia da jornalista Patrícia Lélis, de 22 anos, que afirmou ter sofrido tentativa de estupro, assédio sexual e agressão pelo parlamentar.

A jovem também disse à polícia que sofreu coação e foi ameaçada pelo chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, pois pretendia denunciar o parlamentar. As ameaças teriam sido feitas durante uma semana em que esteve em São Paulo, entre os dias 30 de julho e 5 de agosto.

A Polícia Civil de São Paulo encerrou o inquérito que investigava a acusação da jovem contra Bauer e ainda decidiu pelo pedido de prisão preventiva da jornalista, por denunciação caluniosa e extorsão.

Com a abertura do inquérito formalizada no STF, a polícia federal e o Ministério Público podem investigar o caso, solicitando diligências ou depoimento de testemunhas. 

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