Fabricantes de genéricos alertam para desabastecimento

As 22 indústrias de medicamentos genéricos instaladas no Brasil enviaram carta aos ministros da Saúde, José Serra, e da Fazenda, Pedro Malan, no último dia 17, em repúdio à medida do governo segundo a qual o preço dos medicamentos só poderá ser reajustado em 2002. Segundo o presidente do Grupo Pró-Genéricos, Carlos Eduardo Sanchez, a medida poderá levar ao desabastecimento gradativo do mercado, e inviabilizar o crescimento da oferta de genéricos, em geral 40% mais baratos do que os remédios de marca. O governo prorrogou o acordo sobre preços que havia feito com os laboratórios farmacêuticos, para que o teto de reajuste dos medicamentos não ultrapassasse os 4,4%, de janeiro a dezembro deste ano. O Grupo Pró-Genéricos alega ter investido R$ 100 milhões na produção de 382 medicamentos, de fevereiro do ano passado até agora. "O equilíbrio econômico-financeiro de nossas empresas já vinha sendo penalizado pelo congelamento de preços vigente desde janeiro deste ano, devido à continuada variação cambial para cima", afirma Sanchez. Segundo ele, a indústria de genéricos importa 40% dos produtos prontos, além da totalidade de insumos e princípios ativos usada na produção de medicamentos, como forma de garantir a distribuição rápida de drogas a menor custo à população.

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