Fabricantes de armas afirmam que venda caiu 80%

Os principais fabricantes de armas no País - Taurus e Rossi - contestaram o relatório da ONU que relacionou o Brasil entre os países líderes em mortes por arma de fogo. Segundo Renato Conil, diretor da Taurus, que falou pelas duas empresas, a análise "cometeu erros grosseiros" em relação ao Brasil. "Desde 1990, a venda de armas legalmente permitida caiu 80% no Brasil", disse Conil. "Os assassinatos aumentaram 273% entre 1979 e 1998. A disponibilidade de armas diminuiu e o crime violento aumentou", afirmou. Ele adiantou que o Brasil não é o terceiro maior exportador mundial de armas leves, e não movimenta US$ 150 milhões, no setor, por ano. "Taurus e a Rossi representam 90% do mercado de armas curtas e exportaram, em 2000, US$ 29,8 milhões. Como seria possível um volume cinco vezes maior ser comercializado por empresas responsáveis apenas por 10% do mercado?", questiona.Ainda sobre as armas leves, Conil declarou que a pesquisa da ONU incluiu nessa categoria metralhadoras, mísseis antiaéreos, bazucas e granadas. "Eles falam que existem 550 milhões de armas leves em circulação no mundo. Armas utilizadas em guerras não são leves." Conil disse que a Taurus e a Rossi venderam para o Paraguai, nos últimos dez anos, 168.282 armas.

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