'Fábrica de dossiê' continuará, diz ex-gerente da Previ

Ex-gerente de planejamento do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) entre 2000 e 2007, o advogado Gerardo Xavier Santiago afirmou ontem apostar na continuidade do suposto esquema de espionagem petista, do qual teria sido um dos operadores. Em entrevista à revista Veja, Santiago afirmou que a Previ é uma "fábrica de dossiês" e um "braço partidário" a serviço de um grupo do PT. Disse que, "cumprindo ordens superiores", elaborou dossiês contra deputados e senadores da oposição.

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2010 | 11h01

O advogado apontou "aparelhamento do Estado" por parte do PT e contou que o método de espionagem teria se alastrado por diversos setores do governo. "Depois que se toma gosto, que se aprende a fazer, ninguém mais está seguro", ressaltou. Ele contou ter feito pelo menos quatro dossiês encomendados pelo que ele chama de núcleo bancário do partido.

"O PT é uma federação de grupos. O serviço que eu prestava era para um determinado grupo, que era liderado por Ricardo Berzoini, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto, entre outros", acusou Santiago, que decidiu processar o BB por assédio moral na Justiça do Trabalho. Santiago contou que decidiu revelar o que sabe porque começou a ficar "inquieto" ao perceber que estava se tornando "um funcionário de um determinado grupo político". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.