Fabio Wanderley Reis

Cientista político e professor emérito da UFMG

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 00h22

 Acho que o 15 de março, em si mesmo, não traz grande novidade. Pela forma como foi inicialmente convocado, vem na onda de algo novo, que já vimos nas manifestações de 2013, ou seja, o instrumento de mobilização popular ágil representado pelos celulares e pelas redes sociais, apesar de que a repercussão na imprensa, antes do evento, obviamente ajudou a ampliá-lo. Pelo tamanho das manifestações, de todo modo, naturalmente tem algum impacto no quadro da crise que o País está vivendo. Mas mesmo esse impacto me parece limitado: afinal, o tamanho foi maior onde o antipetismo e o antigovernismo já tinham aparecido maiores na eleição do ano passado; e, com o jeito de festa tranquila, que nem pôde ser apropriada mais claramente pela oposição político-partidária, faltou nas manifestações algo mais forte, mais dramático. A crise continua feia e o governo perplexo. Mas as coisas não mudam muito.

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