Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Fábio Ramalho é eleito vice-presidente da Câmara

Com candidatura à revelia do PMDB, deputado venceu disputa em segundo turno; candidato oficial do partido não passou da primeira etapa de votação

Daiene Cardoso, Ricardo Brito, Isadora Peron, Julia Lindner e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2017 | 17h26

BRASÍLIA - Com uma candidatura à revelia do PMDB, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) venceu o candidato da bancada ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR) na disputa em segundo turno para a primeira-vice presidência da Câmara. Ramalho venceu por 265 a 204 votos. Oito votos foram em branco. Pela divisão das bancada, a 1ª vice cabe ao PMDB, mas três deputados disputaram a vaga.

A ida de Ramalho para o segundo turno surpreendeu também por deixar para trás o candidato oficial do PMDB, o deputado Lúcio Vieira Lima (BA). O deputado baiano teve 133 votos e não passou do primeiro turno.

O eleito para a terceira-secretaria foi JHC (PSB-AL), que derrotou no segundo turno o candidato oficial do partido, João Fernando Coutinho (PSB-PE). JHC teve 240 votos e o pernambucano 220. Foram 17 votos em branco.

O pré-candidato José Priante (PMDB-PA) anunciou na manhã desta quinta-feira que desistiu da candidatura avulsa e que apoiaria o candidato oficial da bancada peemedebista ao cargo, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). O parlamentar paraense disse que retirou a candidatura a pedido do presidente Michel Temer.

Priante e Lúcio disputaram internamente na bancada para ser o candidato oficial do partido. Os dois empataram em número de votos. Com o empate, o líder do PMDB na Casa, Baleia Rossi (SP), usou a idade como critério de desempate e escolher o peemedebista baiano. Lúcio Vieira Lima é mais idoso do que José Priante.

Pressão. Eleita 2ª secretária da Câmara à revelia da cúpula do PSDB, a deputada Mariana Carvalho (RO) disse que a direção da legenda prometeu punições a ela por ter lançado e mantido candidatura avulsa na eleição da Mesa Diretora da Casa. “Falaram que vai ter as consequências”, disse ao Broadcast Político.

Mariana disse que foi muito pressionada pelo líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP), e por interlocutores do presidente nacional do partido, o senador Aécio Neves (MG), com quem diz não ter falado diretamente. “Me senti legítima para disputar. Desde os 16 anos sou filiada ao PSDB”, afirmou a deputada.

O líder do PSDB disse não saber de eventuais promessas de consequências da direção do partido a Mariana, que é uma das vice-presidentes nacionais da sigla. Ele disse que não reconheceu a candidatura da deputada, pois ela não participou da disputa interna da bancada que escolheu Carlos Sampaio (SP) como candidato oficial. 

Mesmo com toda pressão, a deputada de Rondônia peitou os caciques tucanos e manteve a candidatura, o que acabou levando Sampaio a desistir da disputa minutos antes do início da votação. A desistência foi anunciada pelo líder do PSDB, que disse no plenário que o partido não reconhecia a candidatura de Mariana.

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