Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

A convite de Lula, Fabiano Contarato anuncia saída da Rede e filiação ao PT

Senador pelo Espírito Santo chamou atenção na CPI da Covid ao ter atuação técnica e denunciar ataque homofóbico de empresário bolsonarista

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 10h28
Atualizado 13 de dezembro de 2021 | 12h06

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) comunicou nesta segunda-feira, 13, que irá se desfiliar de sua legenda atual e migrar para o Partido dos Trabalhadores (PT). A mudança será efetivada em “momento oportuno”, segundo o parlamentar.

Em nota, o senador disse ter analisado convites de siglas do campo progressista e escolhido o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suas políticas de inclusão social e “defesa dos direitos humanos”. O parlamentar vinha sendo cortejado pela legenda desde o início do ano. Em maio, ele recebeu o convite pessoalmente do líder petista durante reunião em Brasília. Os dois chegaram a discutir a possibilidade de o senador disputar o governo do Espírito Santo pelo PT. 

"Pretendo somar esforços para que o país retome sua trilha de desenvolvimento, pleno emprego, defesa dos direitos humanos, proteção e oportunidade aos mais pobres, apoio do Estado às maiorias minorizadas, combate a todo tipo de desigualdade, investimento em saúde e educação”, escreveu o parlamentar ao comunicar sua decisão. Contarato afirmou ainda que os erros do partido “foram investigados e devidamente punidos pela Justiça”.

Nas redes sociais, o ex-presidente Lula comemorou a filiação e deu as boas-vindas ao senador. O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Bohn Gass, também se manifestou: "(Contarato) qualifica ainda mais nossa bancada do PT no Senado", escreveu.


Capixaba, Contarato foi o primeiro senador a assumir publicamente sua homossexualidade. Em 2021, se destacou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid por sua atuação técnica, a partir da experiência como delegado no Espírito Santo, e pelo embate direto com o depoente Otavio Fackhoury, de quem foi alvo de um ataque homofóbico nas redes sociais.

O senador está na metade de seu mandato, ou seja, não precisa necessariamente disputar a próxima eleição para manter a carreira política. O PT é aliado do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que deve disputar a reeleição; a costura em torno de alianças no Estado está apenas começando.   

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