FAB simula guerra no Sul

A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou 2 mil homens emais de 80 aeronaves para a retomada de seu maior exercício militar, a Operaer, uma simulação de guerra entre dois países que não ocorria desde 1991. Desde o domingo passado seis esquadrões de aviação de caça, 14 de transporte de tropas, dois de reconhecimento, um de patrulha e dois de artilharia antiaérea de todo o Brasil estão espalhados por sete bases aéreas dos três Estados do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal em posições de guerra. A operação prossegueaté o próximo domingo.A simulação coloca em confronto os fictícios países azul e branco. O primeiro, formado pelas regiões oeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e sudoeste do Paraná, vive problemas internos, ambiciona uma saída para o mar pelo porto de Rio Grande, e começa a hostilizar os prósperos imigrantes que recebeu do país branco. Este, formado pelo restante dos territórios do Estados do Sul e mais São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, percebe a intenções hostis do vizinho e lança um ataque preventivo e operações de resgate de seus cidadãos a partir de suas bases aéreas.?Concentramos nosso sistema de defesa no país azul e o sistema de ataque no país branco para treinar as duas situações?, explica o major Jorge Antônio Araújo Amaral, oficial de comunicação social da direção do exercício. Assim, com auxílio do Exército, as baterias antiaéreas foram instaladas no país branco, que não conta, no exercício, com aviões de carga, como o Buffalo e o Hércules, e de reabastecimento de caças, como o Boeing 707 do país azul. Os dois lados contam com caças e aviões Bandeirante e Brasília para transporte de cargas leves e pára-quedistas.Depois de dois dias de preparativos, as ?operações de guerra?começaram na terça-feira, ?dia da superioridade?, com vôos sobre as áreas inimigas. Nesta quarta-feira os aviões do país branco lançaram pára-quedistas em Itaqui e Uruguaiana para proteção de seus cidadãos que ?vivem? naquela região. Ao longo do exercício, novas operações vão levar suprimentos para a área, de onde, ao final, serão retirados os militares e civis. ?O objetivo não será invadir, mas resgatar cidadãos e não deixar o país azul atacar?, adianta o major Amaral.Ao mesmo tempo em que no hipotético front ocorrem as batalhas, a operação é acompanhada simultaneamente pelo comando, em Brasília. O avião que ficar exposto à condição de tiro do inimigo será considerado abatido. Mas continuará no exercício para que o piloto não interrompa o treinamento.

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