FAB faz exercícios aéreos

Os alunos da Academia da Força Aérea, em Pirassununga, passaram o feriado e o dia de hoje fazendo exercícios com três tipos de aviões, o T-25, de instrução básica; o T-27 de instrução avançada e dois caças F-5. Trazidos da Base Aérea de Santa Cruz, os caças são empregados na interceptação de vôos que precisem ser monitorados até o pouso por não terem respondido a pedidos de informação básicas da torre de controle do tráfego aéreo. Os exercícios aéreos envolvendo diferentes aviões aguçaram a curiosidade dos moradores dos arredores, mantidos à distância da academia. Há duas semanas, a Força Aérea fez treinos também em Foz do Iguaçu (PR) e Campo Grande (MS). Mas o Centro de Comunicação Social do Comando da Aeronáutica (Cecomsaer) garantiu ontem que os treinamentos são rotina e não teriam sido intensificados por causa da guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo. "É uma coincidência", garantiu um oficial, descartando que os os treinos signifiquem uma possível preparação do Brasil para a guerra. Segundo um assessor, esta mobilização faz parte do programa de exercícios da Força Aérea Brasileira (FAB) e que, até o fim do ano, ocorrerão manobras em diversas cidades. Enquanto a FAB insiste na normalidade dos treinamentos, o governo reforça o orçamento da área militar por causa da crise mundial. Nesta semana, a FAB ganhou uma suplementação de R$ 100 milhões para custear combustíveis dos aviões e pagamento de diárias. A verba foi descontingenciada do orçamento junto com outros R$ 100 milhões que evitarão a antecipação da dispensa dos recrutas do Exército. Antes dos ataques terroristas, a intenção do governo era mandar os recrutas mais cedo para casa, já que não dispunha de recursos suficientes até para fornecer refeições.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.